Aos 40 anos, ela pode ser a pessoa mais jovem a ocupar o cargo até hoje, mas aparece em terceiro nas pesquisas e tem poucas chances de vitória. Considerada uma das responsáveis por revitalização de seu partido, com visão mais pragmática e otimista, ampliou base eleitoral dos Verdes. Annalena Baerbock, candidata do Partido Verde ao cargo de primeira-ministra da Alemanha, durante comício em Halle, no dia 8 de setembro
Jan Woitas/dpa via AP
Annalena Baerbock é a candidata do Partido Verde a suceder Angela Merkel como primeira-ministra da Alemanha. Com apenas 40 anos de idade, caso vença será de longe a pessoas mais jovem a ocupar o cargo até hoje – com 11 anos a menos do a própria Merkel quando assumiu.
Integrante do Bundestag (o Parlamento alemão) desde 2013, ela nasceu no mesmo ano do partido que colidera (juntamente com Robert Habeck), no qual se filiou quando tinha 25 anos e pelo qual foi apontada candidata em abril.
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Formada em Ciências Políticas e Direito Internacional pela Universidade de Hannover e pela London School of Economics, respectivamente, trabalhou no Parlamento Europeu antes de se tornar conselheira de assuntos internacionais e políticas de segurança do Partido Verde no Bundestag. Após ser eleita parlamentar, por Potsdam, virou porta-voz do partido sobre assuntos climáticos.
Propostas
A candidata dos verdes defende que a energia movida a carvão seja eliminada na Alemanha bem antes da data limite já estabelecida, em 2038, e que sejam adotadas outras medidas imediatas para reduzir a emissão de poluentes, como um limite de velocidade de 130 km/h nas rodovias (as famosas autobahn) e um limite para voos de curta distância.
Baerbock também é contra o aumento nos gastos com defesa do país, e afirmou que pretende aumentar o salário-mínimo para 12 euros por hora (cerca de R$ 74).
Liderança
Baerbock chegou a liderar brevemente as pesquisas de intenção de voto, e a tragédia das enchentes no verão – que deixaram mais de 150 mortos na Alemanha – trouxe destaque ao discurso dos verdes sobre mudanças climáticas e atraiu atenção de eleitores para sua campanha.
Annalena Baerbock, candidata do Partido Verde ao cargo de primeira-ministra da Alemanha, durante comício em Berlim, no dia 7 de setembro
Stephane Lelarge/AFP
Mas ao assumir a liderança, se tornou alvo de uma série de críticas e cobranças, e admite que cometeu “enganos” em sua campanha. Afirma, no entanto, que sua maior dificuldade são os ataques vindos de “inimigos políticos que resistem à mudança”.
Ela foi acusada de incorreções em seu currículo, de atrasar o pagamento de impostos e de usar uma gíria considerada racista. Em todas as ocasiões, se desculpou rapidamente, mas teve a imagem prejudicada.
Já a imprensa alemã aponta a falta de experiência – Baerbock nunca ocupou um cargo no governo – como um dos motivos para seu desempenho aquém do esperado em situações de pressão.
A candidata também se tornou o alvo mais frequente de desinformação destas eleições, com uma estimativa de que 70% dos ataques propagados através de fake news sejam direcionados a ela, com cerca dos demais 30% dirigidos a Armin Laschet e quase nenhum a Olaf Scholz.
Partido Verde
Ao lado de Habeck, Baerbock tem sido responsável por uma revitalização do Partido Verde alemão, acabando com sua fama de “partido que quer proibir tudo”. Considerados mais pragmáticos e otimistas, eles ampliaram a base eleitoral.
Embora seja considerado praticamente impossível que a candidata consiga vencer as eleições de 26 de setembro, os verdes devem ampliar significativamente sua presença no Bundestag.
Mesmo longe dos 25% que chegou a ter quando liderou as pesquisas, em maio, o Partido Verde ainda contava com cerca de 16% das intenções de votos a dez dias das eleições – número expressivamente superior aos 8,9% que obteve na votação de 2017.
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Fonte: G1 Mundo


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